Terça, 28 de Março de 2017,
   
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Empresas seguradoras e fundos de pensões crescem acima dos indicadores económicos

Aguinaldo Jaime defende que o sector é muito importante para a captação de receitas

 O comportamento do sector segurador e de fundos de pensões em Angola está acima do crescimento da própria economia, havendo uma reduzida taxa de penetração, quando comparada com outros mercados, de acordo com um estudo do mercado fornecido ontem em Luanda, pela consultoria e auditoria KPMG.

O engenheiro da consultoria e auditoria KPMG, Fernando Mascarenhas, afirma que depois do ano de 2010, quando se verificou uma inflexão na situação económico-financeira desfavorável, houve a retoma de um forte crescimento económico a nível mundial.

 O sector segurador angolano, segundo o estudo, tem vindo a crescer e a desenvolver-se de um modo sustentado e acelerado, desde a sua liberalização no ano de 2000. O forte desenvolvimento económico dos últimos anos, aliado ao aumento do ambiente regulamentar, tem contribuído para o desenvolvimento e atratividade do sector.

 Em apenas dos anos duplicaram os prémios de seguro directo, com destaque para o seguro “não Vida”, que representa mais de 90 por cento do mercado, nomeadamente para os ramos de acidentes, doenças, viagens e automóvel, este por via da introdução da obrigatoriedade do ramo automóvel.

 O estudo revela que a estrutura de mediação e corretagem tem vindo a aumentar com 21 sociedades a operar e outras 11 em pedido de licenciamento. Relativamente ao sector dos fundos de pensões, o ano de 2010 foi considerado como “ano de crescimento para o mercado”, ao verificar – se a entrada de mais fundos, participantes, pensionistas e activos sob gestão.

“Foi o ano em que existiam cinco entidades a gerir fundos de pensões, com maior peso para os fundos de pensões, com maior peso para os fundos fechados”, anuncia o estudo.

As contribuições para os fundos de pensões crescaram 4,0 por cento em 2009 e no ano seguinte verificaram um novo incremento de 5,9 por cento. A consultoria KPMG defende que o desenvolvimento da economia, a revisão do sistema tributário e o desenvolvimento do mercado de capitais e bolsa de valores vai influenciar o desenvolvimento do mercado financeiro.

O coordenador do grupo de trabalho para estudo, diagnóstico dos seguros e resseguros e de fundos de pensões, Aguinaldo Jaime, pediu aos poderes públicos para que olhem para o sector segurador como parte do ramo financeiro. Aguinaldo Jaime disse que o sector é importante para a captação de receitas que acabam por ser fundamentais para o crescimento económico. “o ramo segurador tem uma função de protecção à vida e aos bens patrimoniais”, sublinhou, ao deixar um apelo para que se instale uma verdadeira cultura de seguros no país.

 O estudo sobre o sector segurador e de fundos de pensões noa país resultante de uma compilação da informação disponibilizadas pelo Instituto de Supervisão de Seguros (ISS) e por outros organismos e entidades nacionais e estrangeiras.

Fonte JA

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